
26/05/2008
Pausa coletiva...e o abismo dos sentimentos propostos naquela discussão tiveram conseqüências catastróficas, todos ficaram absurdamente ridicularizados pela própria insensibilidade, tinham esquecido de seu eu e as gargalhadas foram engolidas de uma vez, num único suspiro, e nesta enxurrada as máscaras de doce derreteram, mas tudo ainda era muito pouco para o tamanho desconforto que estava por vir.
Olharam para dentro de si e entenderam, ao mesmo tempo, num mesmo instante, uma mesma dor, de risos, erros e hipocrisia, injustiça feita na noite fria de vagalumes com mel desprovida de sentimento, inebriada por diversão, imediatamente deu-se a ordem, da cria ao criador e juntos compreenderam como era grande a capacidade de se fazer sofrer, e juntos tiveram medo da crueldade de uma rejeição.
Envergonhados assumiram uma autopiedade e tiveram como punição um lindo dia ensolarado. Acordaram atordoados, sem saber exatamente a dimensão e a conseqüência daquela noite para o domingo, e para a alma...Mas entenderam que algo havia quebrado, sem a menor possibilidade de remendos. Naquela instante cresceram em conjunto.
“...E considerou a malignidade de nosso desejo de ser feliz. Considerou a ferocidade com que queremos brincar. E o número de vezes em que mataremos por amor...Mas, com anos de prática, sabia que este seria um domingo em que teria de disfarçar de si mesma a ansiedade, o sonho, e milênios perdidos.” CL

Nenhum comentário:
Postar um comentário